quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
Problema de vagas de projetos com crianças em Pirajuí é resolvido
sábado, 12 de novembro de 2011
Você participaria deste tipo de turismo?
Karina Moreti - Nossa Região, a Noroeste, é uma das mais populosas em número de presídios no Estado de São Paulo. São 33 Unidades Prisionais em funcionamento e mais cinco terça-feira, 2 de novembro de 2010
Dossiê Serra: hegemonia neoliberal
A eleição de 3 de outubro confirmou a hegemonia do PSDB em São Paulo. O candidato tucano ao governo estadual, Geraldo Alckmin, foi eleito no primeiro turno com 50,6% dos votos, ainda que num pleito mais difícil do que os anteriores. Com a campanha mais milionária entre os nove concorrentes, com gastos de R$ 15 milhões, ele governará o estado pela terceira vez – assumiu o governo em 2001, com a morte de Mário Covas, e voltou ao posto em 2002, quando se reelegeu.segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Perguntas que SP quer a resposta de José Serra
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
45 perguntas que SP quer a resposta de alquimin
12 - O sr usou a Tropa de Choque e Cavalaria para reprimir uma manifestação de aproximadamente 500 estudantes, funcionários e professores de universidades paulistas que posicionavam-se contra o teu veto na LDO, que aumentava os recursos do ensino superior. Por que usar a força para impedir a democracia e por que vetar as verbas para a educação? O teu slogan de governo "respeito pelas pessoas" foi lembrado aqui?

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Editorial 13/02/2010
E o carnaval chegou, muitas pessoas vão viajar e sentirão no bolso o elevado número de pedágios que estão presentes em toda a malha rodoviária paulista.Vai ver que é por isso que o novo logo do estado de São Paulo agora é “CADA VEZ MELHOR”, só se for para o bolso do governador... Que esta semana quando perguntado sobre a situação do jardim Romano, preferiu falar da Madona, com quem depois foi até tirar fotos...
Além da viagem mais cara por causa dos pedágios, o viajante vai sentir a alta da gasolina. Ninguém sabe por que, já que o governo federal abaixou a tarifa sobre o litro do produto e ainda retirou uma porcentagem de álcool que está na entressafra. O álcool que em alguns locais do país chega a R$ 2,20 o litro.
Em Pirajuí, não há muita diferença entre os postos de gasolina. Em quase todos os postos o preço do litro da gasolina é de R$ 2,69. Assim não há concorrência, atrapalhando e maculando o direito do consumidor. Em Bauru é possível encontrar o combustível por R$ 2,49.
Mas não é só isso que deixa o Pirajuiense sem vontade de pular.
Alguns moradores estão reclamando de vizinhos que possuem animais de estimação, principalmente cães, lavam seus quintais e jogam os dejetos diretamente na rua. Este é um caso de saneamento público. Além das pessoas tomarem uma atitude, há também à necessidade de uma intervenção do posto de saúde. Lembrando-se das doenças da estação, leishmaniose, (?) febre amarela e dengue, todas têm a ver com água e com animais.
Falando em água, funcionários da prefeitura fizeram um ótimo trabalho nos jardins América e Aclimação: trocaram a caixa d’água antiga, colocando uma com maior capacidade de armazenamento, e passou o trator em todas as ruas de terra, que durante as fortes chuvas de janeiro tinham sido devastadas pela força d’água, crateras foram formadas, mas as ruas já receberam os primeiros cuidados.
Mas ainda existem outros lugares da cidade que a população pula e não é baile. O final da Avenida Rui Barbosa Lima a situação é precária. No antigo buracão existe uma cratera formada pela erosão não só da chuva, mas também de minas de água que existem no local e não foram drenadas durante o aterramento. Outro problema são crianças que brincam naquele lugar com água empossada e todo tipo de lixo. Este pode ser o futuro do aterro que está sendo feito na entrada da cidade.
Enquanto isso no Jardim Angaville, os moradores estão pulando de alegria, após uma matéria divulgada por este semanário, denunciando o problema do esgoto a céu aberto, o Serviço de Água e Esgoto do município providenciou todos os reparos necessários.
E que venha a quarta-feira de cinzas.
Editorial 06/02/2010

Mas o que muda?
Já estamos no carnaval, oba, muita cerveja, mulher bonita, gandaia na frente de postos de gasolina da cidade com direito a piscina e tudo mais... Mas e a quarta-feira de cinza? Ai todo mundo entra naquela ressaca... ressaca esta que durará até a Páscoa, e ai começa os preparativos para a Copa do Mundo. Quem vai para a África... Quem vai ficar agonizando aqui no Brasil... Na casa de quem vamos assistir ao jogo? E juntam-se as torcidas, será possível ver “amigos” corintianos, palmeirenses, santistas e são paulinos, mas também tem os outros torcedores de outros times, todos vidrados na mesma emoção.
Ah! Mas o ano promete mais. Aquelas discussões intermináveis na TV, quem será o presidente do Brasil? E os governadores? Já é possível ouvir o casal do jornal (inter)nacional dizendo que o fulano foi pego com as calças na mão e o outro é um anjo de candura.
Jornalzinho este que o povo endeusa e depois não sabe porquê o país, o estado ou a cidade está na porcaria que está.
Ah! Eu leio o jornal da capital, estou muito melhor informado que você!!! Ledo engano. Um dos jornais, da capital, mais vendidos e mais lidos, é o mesmo jornal que entrevista Daniel Dantas depois de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da ditadura, publica a ficha falsa da Dilma, provável intenção do PT a presidência, que veste Fernando Henrique Cardoso com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho, claro depois que dona Ruth morreu e ainda avacalha o Presidente Lula por causa de um comercial de TV; que publica artigo sórdido de ex-militante do PT, e claro! Não esquecendo que na época da ditadura emprestava seus carros de reportagem aos torturadores (PHA).
Bom, mas mudando de assunto. Enquanto isso a capital do estado está se tornando um mar. Antes era apenas no sentido figurado, mas e agora? Agora, já tem bairros a mais de 3 meses abaixo d’água,e cadê o destemido governador do estado? O mesmo que culpou a Marta pelas enchentes, hoje culpa São Pedro e a Mãe Natureza e pede para rezar. PSDB, das privatizações (ou melhor, das doações de bens públicos às empresas privadas), dos pedágios, dos alagamentos, das mortes em SP, de ter recusado ajuda federal durante os ataques do PCC. E tem quem acredite que devem voltar à presidência...
Eita, quer fazer o favor, eu moro em Pirajuí. Ok! Vamos lá. Pirajuí em breve terá uma estação de esgoto próxima a saída para a Estiva. Mas vai funcionar? Não! Não irá. O próprio prefeito já disse, que deverá demorar mais um ano para que ela possa entrar em funcionamento. Hã? É que o prefeito esqueceu que o esgoto de Pirajuí não tem condições de subir sozinho o morro... Ah!
Tem outra coisa, a terraplanagem que servirá de base para as instalações do INSS, está a todo vapor em “um terreno entre a escola “Maria Angélica” e o parque infantil”. Alguém sabia que existia “um terreno” ali? Mas será que isso muda alguma coisa aqui na cidade? A única coisa que mudou foi o parquinho das crianças. E algo que não mudou nos últimos três anos foi a quadra coberta no centro da cidade. Abandono total.
Tem carro que não está mais andando na rua, na verdade o pirajuiense precisa comprar jipe e não carro. Isso, jipe, ai não terá mais problemas com suspensão e câmbio. Com tanta troca de marcha para poder fugir dos buracos nas ruas. Na Rua Campos Salles por exemplo, existe um buraco no asfalto que já foi consertado várias vezes. Os funcionários da prefeitura colocam terra e socam, mas vem a chuva e o buraco volta. É, o Serra está certo, a culpa é de São Pedro.
Ou, não é melhor pensar uma coisa de cada vez? Agora é carnaval.
sábado, 6 de fevereiro de 2010
Editorial 30/01/2010
Passa ano, entra ano e a cidade continua do mesmo jeito.
Já não dá para falar que tudo isso é culpa do governante, já que ele não se elege sozinho. Mas quem paga o pato, depois, é justamente o mais humilde, aquele que ajudou a elegê-lo.
Pirajuí há muito não se vê remodelada. O que acontece, na verdade, é uma plástica aqui e outra lá. Isto quer dizer que não muda em nada a cidade, muda-se apenas a área externa, aquela que é feita para “inglês” ver. Por exemplo, a construção de obras faraônicas para aquele que não mora na cidade possa dizer: “Nossa! Esta administração deu certo!” Enquanto isso, uma quadra coberta em plena área central da cidade está há anos abandonada e jogada para uso de traficantes e usuários de drogas, sem contar a prostituição.
Desde
2010 é ano de eleição a senador, deputados (federal, estadual e distrital) presidente e governador. Muitos prefeitos da região já estão de olho, não em trabalhar para a sua cidade, mas em trabalhar em proveito próprio, pensando em um novo cargo, quem sabe de deputado estadual?
Mas não é só isso, com a falta de um chefe do gabinete que trabalhe durante todo seu mandato vários setores da administração tem falhado, como é o caso do setor de obras que está apenas preocupado com a instalação do INSS numa área que era para educação de nossas crianças, área essa que foi veiculada como “um terreno entre a escola Maria Angélica Marcondes e o Parque Infantil”. Um mero terreno. Cara de pau! As ruas do município estão em situação precária. Quem já não ouviu falar que não dá para ser proprietário de um carro por mais de um ano em nossa cidade? São tantos buracos que chega a ser difícil desviar.
Porém não para por aí. Fora os buracos, existem locais na cidade onde o esgoto corre a céu aberto e, para piorar, os moradores são obrigados a conviver com o mato alto que além de deixar o local com aparência de abandonado ainda tem o mau cheiro que adentra as casas. E tudo isso pode causar problemas da saúde.
E por falar em saúde, a saúde da cidade está na corda bamba. Além dos problemas que a nova provedoria já resolveu, ainda tem o Pronto Socorro. Este agora poderá ser entregue a administração municipal. Puxa, além das ruas esburacadas, do mato alto, do esgoto a céu aberto, desafetação de área para educação infantil e quadras cobertas abandonadas ainda tem a saúde.
Realmente ser administrador de uma cidade pequena como Pirajuí não deve ser tarefa fácil. Talvez seja melhor um cargo mais distante dos problemas da cidade, como deputado estadual ou federal, quem sabe?
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Editorial 23/01/2010

Após os incidentes ocorridos na pequena ilha do oceano Atlântico com milhares de mortos, parece que o homem enxergou uma nova possibilidade de tornar-se um ser melhor.
Ajudas humanitárias são enviadas a todo o momento para o Haiti. Vários países têm se mobilizado para buscar atender as necessidades de milhões de pessoas que ficaram sem teto, comida e água, produtos essenciais para a vida na Terra.
Além do Brasil e Estados Unidos, outros países do mundo já se mobilizaram para ajudar o devastado país das Antilhas como a França, Espanha, Alemanha, Holanda, Itália, Bélgica, Suécia, Luxemburgo, Grã-Bretanha, China, Israel, Venezuela, México e Cuba que também sentiu o sismo.
No entanto, o Brasil já se encontrava lá há pouco mais de cinco anos. O país mantinha 1.300 militares na região. Desde junho de 2004, o País comanda cerca de 07 mil soldados da Missão das Nações Unidas para a estabilização no Haiti ou MINUSTAH (sigla derivada do francês: Mission des Nations Unies pour la Stabilisation en Haïti).
A postura do Brasil, o país latino-americano mais envolvido no Haiti, difere da de Governos como os da Venezuela, Nicarágua e Bolívia, que vêem a presença de mais de 13.000 soldados americanos na nação caribenha como uma “ocupação militar”.
A tônica brasileira, por outro lado, é a de trabalhar lado a lado com os americanos e com o resto da comunidade internacional nos trabalhos humanitários urgentes e, posteriormente, em uma provável reconstrução do Haiti.
Marco Aurélio Garcia, assessor presidencial para Assuntos Internacionais, declarou que, se o mundo tivesse atendido aos pedidos de mais ajuda, ao Haiti, feitos pelo Brasil há quatro anos, “o terremoto não teria tido os efeitos devastadores que teve. A comunidade internacional não tem mais desculpas para dizer que o Haiti não é um problema dela. É, sim”. Infelizmente, foi preciso que famílias inteiras fossem soterradas para o mundo volver os olhos para aquela região.
E enquanto muitos trabalham na tentativa de salvar vidas e doam a própria vida em seus objetivos, como a sanitarista e pediatra a doutora Zilda Arns Neumann, políticos paulistas aproveitam-se da desgraça alheia para fazer campanha eleitoral.
A irmã de Dom Paulo Evaristo Arns era a fundadora e coordenadora internacional da Pastoral da Criança e da Pastoral da Pessoa Idosa, dois organismos de ação social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e morreu durante o terremoto do dia 12, quando a igreja, onde fazia palestra sobre a desnutrição, desabou.
Ela merece todos os tipos de prêmios e agradecimentos pelo trabalho realizado no Brasil e em outros países, mas desta vez o Governador do Estado, José Serra se superou. Até no desastre ele quer ganhar votos. Antes da missa de sétimo dia, no dia 16 de janeiro, o governador juntamente com o prefeito de São Paulo, estiveram na zona leste da capital onde inaugurou o Parque da Integração Zilda Arns, entre os bairros de Sapopemba e São Mateus. Isto porque ele nunca se interessou pelo trabalho da médica.
Mesmo assim, vendo que a política paulista é tão suja, termino meu editorial de hoje com palavras de uma mulher que realmente deu sua vida ao seu propósito. Estou crente que ela está em um dos melhores lugares, e que seu trabalho será sempre lembrado por todos os seus voluntários, mães e crianças que se beneficiaram tanto com sua experiência. Obrigada, doutora Zilda.
“Estou convencida de que a solução para a maioria dos problemas sociais está relacionada com a redução urgente das desigualdades sociais, com a eliminação da corrupção, com a promoção da justiça social, com o acesso à saúde e à educação de qualidade, com a ajuda mútua, financeira e técnica entre as nações, para preservação e restauração do meio ambiente. Como pássaros que cuidam dos seus filhos ao fazer ninhos nas árvores e nas montanhas, longe de predadores, ameaças e perigos, e mais perto de Deus, deveríamos cuidar de nossos filhos como bem sagrado, promover o respeito aos seus direitos e protegê-los”.
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Editorial 16/01/2010
Enquanto o mundo passa por várias transformações, terremotos, tufões, furacões, tsunamis, alagamentos, desmoronamentos etc.
Pirajuí, que com a Graça de Deus nunca assistiu de perto a um desses eventos, presenciou no ultimo final de semana uma das mais tristes cenas de todo o seu território.
O parque infantil, da rua treze de maio, perdeu o maior tesouro que a cidade tinha. Árvores que foram palco de diversas brincadeiras infantis durante tantos anos, foram colocadas a abaixo, sem nenhuma cerimônia.
E na segunda-feira, as mesmas crianças que um dia brincaram sob suas sombras, subiam sobre seus restos, que ainda não haviam sido retirados do local.
Com tantos terrenos sobrando na cidade, muitos deles, da própria prefeitura, por que mexer com um dos únicos espaços verdes para crianças de nossa cidade? As crianças já não têm lugar para brincar, e agora vão fazer um prédio no fundo da escola? Quem serão as pessoas que estarão por ali? São pessoas de confiança que podem ficar perto do futuro da cidade? Essa ação não desobedece ao Estatuto da Criança e do Adolescente, ECA?
Infelizmente, aquelas imensas árvores não podem mais contar o que presenciaram, mas ainda gritam através da seiva que escorre por suas toras nos imensos cortes que as derrubaram e mataram parte da história da cidade.
Onde estão os vereadores? Será que os filhos de algum vereador estudaram ou estudam em escolas municipais? E a ocupante do cargo de vice-prefeito? Morou quase a vida inteira em frente àquela escola, trabalhou no conselho tutelar, com o estatuto da criança e do adolescente, foi eleita vereadora chegando ao cargo que ocupa hoje. Nada fez para evitar esse descaso com a educação e com as crianças? Está de olho nas próximas eleições e não quis se indispor com a atual situação política do município? Será que a filha da ocupante desse cargo frequentará aquela escola? O que será que responderão à criança quando ela perguntar o que fizeram com as árvores ao ver fotos antigas com a presença delas.
Talvez seja por isso que o ocupante do cargo de prefeito municipal tenha saído do Partido Verde, que se diz defensor do meio ambiente, do verde, e entrado para os Democratas. O mesmo partido democrata que administra o caos na Capital do estado, com alagamentos e falta de segurança. O mesmo partido do dinheiro nas meias, das orações para bandidos e da palhaçada no Distrito Federal. Parece que trator é o principal instrumento de trabalho dos democratas. Democratas? Democracia? Passa com o trator por cima de uma área de educação de crianças, com árvores cinquentenárias e se diz democrata? Consultou os pais que têm filhos matriculados naquela escola? Consultou os cidadãos do município sobre esse projeto? E onde está esse projeto?
Passou pelo crivo de autoridades ambientais e educacionais? Por que a Câmara Municipal não pôde construir lá a sede legislativa? Algum juiz impediu? Onde está esse juiz?
Pobres pais. Pobres crianças. Pobre natureza. Pobre história. Pobre município.
Quem quiser pode denunciar ao Ministério Público Federal, porque além do desrespeito ao ECA, ainda tem a parte do meio ambiente pelo site:
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Editorial 09/01/2010
Natal, ano novo, páscoa, dia das mães e dia dos pais são datas que as pessoas atribuem a união familiar. Mas, também, são datas de saídas temporárias da população carcerária que já cumpriu pelo menos 1/6 da pena.
A justiça brasileira é muito branda com os detentos, tudo por “medo” de uma época até esquecida por muitos e, por outros, nem conhecida.
Muitos políticos defendem que penas mais rígidas levariam aos idos tempos da ditadura, já que existiria a possibilidade de torturas e quem sabe a falta de direitos humanos.
Mas o que temos visto, nos últimos tempos, é um… tal de “Direito dos Manos” que não defende o cidadão de bem, o trabalhador honesto, mas sim as pessoas que, de alguma, forma já macularam as leis dos homens, imagine as de Deus.
Nesta semana, aconteceu um fato que abalou toda a região, justamente por causa da saída temporária de Natal/Ano Novo. Um detento que deveria ter passado por uma melhor avaliação, foi liberado para passar as festas com sua família. E por fim acabou com a alegria de outra família que não tinha nada a ver com a dele.
O que será que passava na cabeça do lavrador de 36 anos? Por que ele não foi melhor avaliado pelo estado? O que é levado em consideração para avaliar um criminoso e atestar que de não mais cometerá crime? Quais os fatores que favorecem ou desfavorecem uma avaliação? Bom comportamento?
Isto pode muito bem ser manipulado por um sujeito frio, calculista e manipulador. Se existe o erro médico e os médicos são punidos, por que não existe o erro de avaliação psicológica ou criminológica e assim o estado ser responsabilizado por má avaliação realizada por diversos profissionais tais como: psicólogos, psiquiatras, assistentes sociais, médicos, enfim, pessoas capacitadas e academicamente educadas em faculdades que atestaram seu profissionalismo e que foram contratadas pelo estado por concurso para promover a progressão de penas? As leis que existem para os trabalhadores não são como as leis que existem para os criminosos. As leis que regem a execução criminal de um sentenciado funcionam e são garantidas.
Detalhe: os legisladores são os mesmos para todas as leis. Registre-se: em um país no qual um ocupante de cargo de ministério disse que colocou artigos não votados na Constituição durante a constituinte para beneficiar alguns grupos e passaram sem ninguém conferir e hoje são leis.
Que mais podemos esperar de nossos legisladores? Ele próprio, o ocupante, já declarou que fez isso e nada foi feito para modificar a lei, que é aplicada pelo judiciário para promover a justiça. Não acredita? Pesquise na Internet que encontrará.
Dentro das leis da justiça brasileira não há nada que a jovem pirajuiense possa fazer para culpar o estado pela desgraça que lhe ocorreu, porém o detento deverá responder por mais um crime em sua ficha criminal, e ainda assim, daqui a alguns anos, ele terá todo o direito, que é garantido por lei e muito bem garantido, para estar no regime semiaberto e lá estará ele, novamente, em uma saída temporária.
Em 2007, uma destas saídas resultou no caso conhecido como o Maníaco da Cantareira. Ademir Oliveira do Rosário cumpria pena no Hospital Psiquiátrico de Franco da Rocha, quando foi progredido a um regime chamado desinternação progressiva. Este lhe daria o direito a passar os finais de semana em casa. Por mera “coincidência”, ele matou dois irmãos e estuprou outros dois, fora outros crimes bárbaros.
A justiça certamente é feita para o bandido e nunca para a vítima. A esta, resta a dor de ter passado por terríveis momentos e, às vezes, compaixão.

